Há uma bomba relógio em minha cabeça, ela está prestes a explodir.
Lateja, lateja, lateja, aumenta a intensidade a cada dia.
Não posso suportar.
Rasga-me, dilacera-me.
Sinto como se minha cabeça estivesse sendo arremessada na parede.
Bate uma, duas, três... na vigésima eu já estou tonta e as náuseas são inevitáveis.
Agora já não enxergo mais.
Meu braço dormente parece padecer, meu corpo tenta resistir.
Eu luto, eu não desejo essa dor.
Ela toma conta de mim.
Não sei se sou fraca ou estou fraca.
Dói.
Arranca um pedaço.
Está aumentando.
Sinto-me enlouquecendo.
Se eu gritar, correr, piora.
Deitada, o mundo gira.
De olhos fechados a aura passeia, faz rodopios em minha frente.
Quero dormir, a dor não deixa.
Ela toma conta de mim.
Adormeço, ela adormece.
Acordo com a falsa sensação de que passou.
Sem foco, não enxergo, ainda não voltei ao normal.
Ela não foi embora e não sei até que horas me dominará.
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