sábado, 9 de agosto de 2014

 Vivo em um labirinto, 
 não o criado para  Minotauro,
 mas o de Jorge Luís Borges,
o labirinto de mim mesma.
Perdida em mim,
 nem os meus labirintos funcionam.
Sem a informação necessária,
o movimento constante,
torna-me uma náusea ambulante.
Enfraquecida, procuro a saída,
que não existe na linha reta.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014



Tem alguém jogando 
ping pong em mim.
Enquanto ele brinca distraído
fazendo barulho,
eu absorta no movimento
doloroso da bola,
busco respostas sem fim.

Há uma bomba relógio em minha cabeça, ela está prestes a explodir.
Lateja, lateja, lateja, aumenta a intensidade a cada dia.
Não posso suportar.
Rasga-me, dilacera-me. 
Sinto como se minha cabeça estivesse sendo arremessada na parede. 
Bate uma, duas, três... na vigésima eu já estou tonta e as náuseas são inevitáveis.
Agora já não enxergo mais.
Meu braço dormente parece padecer, meu corpo tenta resistir.
Eu luto, eu não desejo essa dor.
Ela toma conta de mim.
Não sei se sou fraca ou estou fraca.
Dói.
Arranca um pedaço.
Está aumentando.
Sinto-me enlouquecendo.
Se eu gritar, correr, piora.
Deitada, o mundo gira.
De olhos fechados a aura passeia, faz rodopios em minha frente.
Quero dormir, a dor não deixa.
Ela toma conta de mim.
Adormeço, ela adormece.
Acordo com a falsa sensação de que passou.
Sem foco, não enxergo, ainda não voltei ao normal.
Ela não foi embora e não sei até que horas me dominará.